Olá pessoal!

Muitas preocupações tomam conta de nossas mentes no dia a dia. Estar em paz e no controle de nossos anseios, propósitos, metas, objetivos e problemas parece algo extremamente complicado, quiçá impossível, apenas alcançado pelos monges budistas.

Mas acreditem que até mesmo os monges budistas devem, em algum momento, se irritar por ter que acordar às 04:00h da manhã para meditar.

Mas o que diferencia os monges budistas de nós ou de você?

A diferença é que eles são capazes de identificar os próprios padrões mentais e conseguem entender que determinada situação ou estímulo é capaz de gerar reações emocionais “quase” automáticas. No entanto, eles, diferente da maioria de nós, conseguem orientar seus sentimentos de outra forma, passando a não reagir instintivamente. Na verdade, eles passam a RESPONDER (de forma consciente) as suas emoções, deixando de REAGIR (de forma impulsiva) a elas. É uma diferença tênue, mas extremamente relevante.

A ideia aqui não é falar de doutrinas budistas ou meditação, proponho uma viagem a um estado de equilíbrio com a própria mente, de bem estar consigo mesmo.  Me refiro a ter uma mente mais positiva, mais grata, mais equilibrada, capaz de gerar UM “MINDSET POSITIVO” para aquilo que você deseja realizar e para o bem viver cotidiano.

Todos sabemos da importância de nos conhecermos melhor para termos uma vida mais plena e feliz. Só que a vida é tão rápida e acelerada que não paramos para olhar um pouco para dentro de nós mesmos. Acabamos por nos deixar levar pelo fluxo de pensamentos desde a hora que acordamos até a hora que vamos dormir.

“triiiiiiiiimmmm, triiiiiiiiiiiiiim”- despertador toca.

Vamos para o banho

Tomamos café

Pegamos o ônibus/carro para o trabalho

Sentamos em nossas mesas

Almoçamos

Falamos, ouvimos, conversamos, interagimos

Durante o dia, ficamos felizes, com raiva, frustados, ansiosos

Chegamos em casa

Estudamos

Tomamos banho

Dormimos

e…

“triiiiiiiiimmmm, triiiiiiiiiiiiiim” (TUDO DE NOVO)

Já parou para pensar que os padrões mentais nessa pequena rotina são quase sempre os mesmos?

Desde crianças nós formamos uma maneira de ser. Essa maneira de ser é uma  combinação de fatores genéticos, somadas com pitadas de fatores externos e doses de livre arbítrio.

O fato é que nosso padrão mental JÁ ESTÁ formado e costuma nos pregar muitas peças, se não estivermos atentos a eles.

Quando não estamos atentos a estes padrões, passamos a repeti-los, ação após ação, dia após dia, achando que essa forma de reagir somos nós mesmos ou fazem parte do nosso ser de forma definitiva. Achamos que estamos ou, pior, que SOMOS ansiosos, tristes, estourados, raivosos, irritados, etc.

Ficamos irritados quando não conseguimos  cumprir uma meta ou não nos contentamos com a realidade fática da vida.

“Ah! Se eu fosse mais alto eu seria mais feliz!”

“Ah! Se eu fosse mais inteligente eu passaria no concurso

“Ah! Se eu ganhasse mais dinheiro, aí sim eu seria feliz.”

Nós passamos a reagir da mesma forma, DIARIAMENTE!

Acredite (e não sou eu quem estou dizendo)! Estudos científicos de neurolinguística já comprovaram que estes padrões de reação são como “bugs” em nossa mente.  “bugs” formados dia após dia, por nós mesmo. Como não nos atentamos em como reagimos, no que sentimos e como tudo se processa na nossa mente, os sentimentos passam a, simplesmente, explodir em nossas reações.

Vamos a uma situação diária e comum:

Voltando do trabalho, seja em qualquer capital do Brasil, você deve pegar um “pequeno” trânsito. Na hora em que você pensa em trânsito, surge em sua mente:

“NOSSA, QUE SACO ESSE TRÂNSITO!”

É neste momento, com o surgimento deste pensamento, que surge para nós a grande oportunidade de observá-lo, entendê-lo, reconhecer determinada emoção ou sentimento NEGATIVO, e,  sendo senhores de nossas próprias mentes, responder àquele estímulo de forma distinta, mudando o nosso padrão mental ou simplesmente não deixando sua emoção REAGIR instintivamente.

NÃO É TAREFA TÃO SIMPLES! EU SEI!

Porém, se você já sabe que irá enfrentar o trânsito, naquela mesma hora, naquela mesma situação, porque não preparar uma boa música, uma boa leitura ou, quem sabe, um bom vídeo no Youtube para disfrutar dos momentos preciosos no trânsito?

VOCÊ VAI DEIXAR SER DOMINADO, MAIS UMA VEZ, PELO SENTIMENTO DE “NOSSA QUE SACO ESSE TRÂNSITO“?

Desta forma, passamos a perceber que aquele pensamento ou forma de pensar não é o nosso eu interior e sim um pequeno “bug” que precisa ser corrigido e orientado para um forma mais positiva.

AQUELE PENSAMENTO NÃO É VOCÊ!

Vamos imaginar uma cena de uma filme. Um cavaleiro montado seu cavalo!

Pense no CAVALO como sua mente agindo de forma inconsciente.

O CAVALEIRO é você, guiando a sua mente (SEU CAVALO) e agindo de forma consciente.

Muitas vezes o que nosso CAVALO quer (padrões de comportamentos condicionados) não é o que NÓS queremos. Se você deixa a sua mente divagar e reagir as situações de forma automática, isso é o mesmo que deixar o CAVALO conduzir o CAVALEIRO.

Ao tomar mais consciência disto você poderá RESPONDER conscientemente a estas sensações e não apenas a REAGIR.

DOMAR O CAVALO É DOMINAR AS SUA EMOÇÕES

Nosso bem estar é determinado pela forma em que dominamos nossas emoções (não sendo dominados por elas) e isso está diretamente relacionado ao nosso grau de satisfação com nosso estado atual.

Este contentamento com o estado atual não é o mesmo que COMODISMO. A maioria de nós quer alcançar um estado material e mental mais “feliz”. Mas será que podemos, durante as labutas diárias em busca destes objetivos, estarmos realmente de bem com a vida e felizes em “buscar” um objetivo maior.

Com certeza é possível aproveitar a jornada em busca de nossas objetivos. Na verdade, muitas pessoas que obtiveram o sucesso já testemunharam que só aproveitando a jornada é que encontramos aquilo que realmente nos faz feliz.

A analogia do cavalo e do cavaleiro nos leva a algumas conclusões importantes:

1) Não irritar-se, zangar-se, entristecer-se, ou deixar-nos levar por qualquer outro sentimento negativo é possível. No entanto, ainda que não seja possível, apenas o fato de reconhecê-los, entender suas origens e seus processos de formação em nossas mentes, parece um grande passo para a jornada do autoconhecimento.

2) Não culpar-se por errar, desviar-se deste caminho ou ser conduzidos (novamente) para os sentimentos negativos é outro passo importante. Amanhã é outro dia e você pode tentar de novo!

3) Ter paciência e acolher as dificuldades do processo.

Ao tomar consciência das suas próprias ações e emoções, talvez você até ache graça de ter sido conduzido NOVAMENTE pelo seu cavalo.

“PUTZ,TÔ EU AQUI – DE NOVO – NO TRÂNSITO – E IRRITADO! SERÁ QUE DÁ PRA MUDAR?”

Então, se, SÓ POR ESTA SEMANA, você parar alguns instantes de sua “corrida” diária e:

  1. Se propuser a observar seus sentimentos, verificando aquilo que te deixa feliz, com raiva, ansioso ou preocupado, observando aqueles sentimentos que mais lhe afetam;
  2. Estar atento àquelas situações que geraram aquele fluxo de pensamentos e sentimentos em sua mente; e
  3. Puder reconhecer estes sentimentos e tentar – conduzindo o seu cavalo –  gerar uma RESPOSTA consciente aquela determinada situação.

…Tenha certeza de que você já estará um passinho adiante na jornada para o autoconhecimento.

Se precisar anote os fatos, anote como reagiu, como se sentiu e aos poucos você estará mais consciente de como funciona a sua própria mente, estará mais próximo de domesticar o seu cavalo, estará mais desperto e feliz com a sua jornada rumo a seus objetivos e a seu autoconhecimento.

Até a próxima.

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