1) Conhecimento como característica do ser humano:
A capacidade racional do homem o diferencia do animal. Sua capacidade de pensar, articular ideias e expressá-las por meio da linguagem permitem a produção do CONHECIMENTO.
2) Formas de conhecimento:
Mito: narrativa em forma de fábula. Transmite conhecimento por gerações por meio de lendas e histórias mitológicas.
Conhecimento religioso: conhecimento produzido a partir da fé e da religião. Geralmente a narrativa religiosa pode garantir a salvação para aqueles que têm fé.
Conhecimento filosófico: traduz a busca e amor pelo conhecimento. Suas conclusões são especulativas e não necessitam de provas materiais. Este conhecimento orienta a atividade intelecutal.
Senso Comum: é o conhecimento produzido a partir das observações diárias, estabelece relações de causa e efeito sem a utilização de uma metodologia científica, suas conclusões são empíricas sem nenhum fundamento científico e nem sempre representam a realidade. Características: assistemático, subjetivo, empírico, parcial.
Conhecimento científico: é o conhecimento produzido por meio do método científico. As conclusões são resultado de um método específico e podem ser reproduzidas por qualquer pessoa, em qualquer lugar, se forem respeitadas as mesmas condições do experimento. O objeto do estudo da ciência é delimitado e suas conclusões buscam generalidade (buscam descrever as leis universais que regem o universo) e objetividade (regras bem definidas). Características: metódico, objetivo, geral, imparcial.
3) O que são as Ciências Sociais?
Conjunto de saberes que abrangem a ANTROPOLOGIA, SOCIOLOGIA e CIÊNCIA POLÍTICA. Ajudam a “limpar a lente” através da qual enxergarmos as diferentes realidades em que vivemos.
Antropologia: Estuda a cultura e a sua influência no comportamento humano. Nesta ciência o estudioso deve aprender a desconfiar de tudo aquilo que é normal e transformar o que exótico em familiar. O antropólogo se insere em outra sociedade, se despe de seus valores morais, éticos e culturais, e passa a conviver nessa nova sociedade como observador.
Sociologia: Estuda as inter-relações humanas e suas influência sobre o comportamento. O sociólogo trabalha com os fatos sociais como objeto de estudo, verificando a influência destes fatos sobre o comportamento humano.
Ciência Política: Estuda as relações de poder na sociedade, as relações de autoridade, relações entre governantes e governados e a política.
4) Diferença entre enfoque das Ciências Sociais e Naturais:
As ciências sociais diferem das ciências naturais quanto ao foco de estudo, pois seu objeto de estudo é complexo. Enquanto as ciências naturais se preocupam em observar a realidade e descrever as leis que a descrevem, as ciências sociais buscam uma interpretação dessa realidade. As ciências sociais não são exatas e seu método é específico, diferente do método científico das ciências naturais. Além disso o observador se insere no contexto, já que seus valores interiores poderão influenciar em sua observação.
 
5) Conceitos importantes:
Cultura Eurocentrista: A construção científica ocidental teve seu berço na Europa. Com o imperialismo europeu e a expansão da cultura europeia para outros continentes, o modelo do homem branco europeu e sua sociedade se tornaram o padrão a ser seguido por outros povos. Tudo aquilo que era estranho ou estrangeiro era considerado mal e selvagem, devendo ser trazido, ainda que à força, ao padrão da época.
Etnocentrismo: Achar que a cultura de determinada sociedade é superior as demais culturas. Este posicionamento permite a imposição da cultura tida como “superior” ou mais evoluída à sociedade “inferior” ou menos evoluída. Passo a observar o mundo com os padrões e valores da cultura etnocentrista, passo a observar o mundo através da “minha própria lente”.
Relativismo Cultural: É a postura de observar a cultura de uma outra sociedade despido dos valores da sociedade ou grupo ao qual pertenço. É estudar e entender a cultura alheia sem pré-conceitos ou julgamentos prévios. Nos colocamos no lugar do outro e passamos a comprender a sociedade dele, sob a ótica de um indivíduo que pertence àquela sociedade
Diversidade Cultural: É a existência de diversas culturas, hábitos, costumes, regras e formas de expressão distintas no mundo. Com a globalização e a informática, maior é a consciência desta diversidade cultural.
Multiculturalismo: é a interação positiva de diversas culturas, não havendo hierarquias entre elas. Há a formação de uma sociedade multicultural.
 
7) Principais Filósofos:
 
AUGUSTO COMTE:
Positivismo de AUGUSTO COMTE: Matriz filosófica desenvolvida por Augusto Comte com intuito de estabelecer o racionalismo científico em detrimento do conhecimento religioso ou metafísico. O método científico e racional seria o caminho correto para o esclarecimento. A razão humana prevaleceria e resultaria em leis naturais que descreveriam o funcionamento do homem, da natureza e do universo. O Positivismo deu a base científica à Sociologia, a estabelecendo como uma ciência. A Sociologia seria, analogamenta à Física, uma Física Social que buscaria compreender e descrever as leis que regem a sociedade. Assim como a Física é dividida em Estática e Dinâmica, a Física Social é dividida em Estática Social (características permanentes – propriedade, família, linguagem) e Dinâmica Social (evolução social).
Leis dos Três Estados: Como a ciência se preocupa em descrever as leis que regem o universo, a Sociologia também teria suas leis. Para Comte a lei dos 3 estados descreveria os estágios de evolução de uma sociedade. Primeiramente o estado teológico, onde todas as explicações eram baseadas nas crenças religiosas, tendo como base o divino e o profano; em um segundo patamar teríamos o estado metafísico, onde todo o conhecimento seria baseado em princípios abstratos; em último degrau teríamos o estado positivo, quando todo saber humano seria baseado no método científico, no qual prevaleceria a razão.
Darwinismo Social: surge em um cenário neocolonialista, quando os mercados europeus, crescendo enormemente com as revoluções industriais, necessitam buscar mercado consumir, mão-de-obra e matéria prima em outros países. Os alvos principais do neocolonialismo foram os continentes africano e asiático. O Darwinismo Social, foi uma analogia à teoria Darwinista de Charles Darwin. Para Darwin existe uma lei natural que regula a sobrevivência da espécie mais adaptada ao ambiente, analogamente, teríamos nas sociedades humanas a dominação das nações mais desenvolvidas e adaptadas. O Darwinismo Social justificou o neocolonialismo como uma evolução natural da sociedade, explicando esse fenômeno social. As sociedades que já estavam no estado Positivo, dominariam as sociedades “inferiores”. O Darwinismo Social justificava também as idéias positivistas de Comte e sua Física Social.
Crítica ao Positivismo: Comte tinha as noções gerais de Estática e Dinâmica Social. Para ele a Estática Social eram os conceitos que mantinham a sociedade coesa, e a partir de uma unidade coesa se alcancaria a Estática Social em direção ao progresso (amor por base, ordem por meio, progresso por fim). Neste sentido o Positivismo torna-se antagônico, pois apesar de estar fundado nos métodos científicos, era altamente conservador, justificando umasociedade desigual. Além disso o positivismo acreditava que todas as sociedades evoluem com o tempo, e isto não é uma verdade absoluta já que algumas sociedade se extinguiram e outras permaneceram estáticas no decorrer da história. Outro ponto negativo aborda as vantagens do progresso. Para os positivistas o progesso apenas gera vantagens, sem se prrocupar com os malefícios que também são gerados pelos mesmos avanços, ex: poluição, engarrafemntos, banditismo, violência, desordem urbano, etc.
DURKHEIN:
(foco na EXPLICAÇÃO dos fenômenos sociais por meio dos fatos sociais)
DURKHEIN e a Sociologia Científica: Apesar de ser discípulo de Comte, Durkhein foi um crítico à metodologia de seu mestre. Para ele a Sociologia de Comte apenas tentava explicar a Física Social de forma especulativa e vaga (tratava a sociedade como um organismo vivo), sem se fixar no objeto real a ser observado, critica ainda a religião da humanidade desenvolvido por Comte. A ciência positivista de Comte é construída sob um ideal de progresso, com base em uma ordem, por vezes autoritária. Para Durkhein a Sociologia deveria realizar uma análise criteriosa dos fatos sociais, que seriam o objeto de estudo da Sociologia. A ciência fundamentalista de Durkhein era construída com base em uma observação concreta dos fatos sociais.
Fatos Sociais: regras que regem o comportamento e as maneiras de se conduzir em sociedade.
Características dos Fatos Sociais: GERAIS, EXTERNOS e COERCITIVOS.
Gerais porque são formas de pensar ou agir coletivos de uma sociedade, são observações individuais que se repetem no inconsciente coletivo (maneira de agir/ maneira de ser)
Externos porque eles são influências externas aos indivíduos, são valores, regras, normas que se apresentam ou se impões a certo indivíduo. São internalizados pela socialização
Coercitivos porque impõem uma conduta, sancionado aqueles que a desrespeitam.
Socialização: processo pelo qual os seres humanos são induzidos a adotem posturas padrões, comportamentos socialmente esperados, normas, regras e valores. Basicamente o processo de socialização é feito por meio da educação, leis, costumes e relações sociais.
Diferença entre Patológico e Normal: Para Durkhein, assim como um organismo vivo, a sociedade poderá sofre de algum mal ou doença. Diferenciamos este estado patológico quando um comportamento está fora da média social de determinada sociedade. Identificamos um fenômen social normal quando um comportamento é generalizado, unânime, representa a vontade coletiva, é útil à saúde social. Quando um comportamento fica fora dos padrões normais é considerado patológico.
Anomia Social: O termo anomia foi cunhado por Durkheim em seu estudo sobre suicídio e significa na acepção da palavra falta, privação, inexistência de lei. É um estado onde os indivíduos se encontram com a inexistência de padrões normativos ou leis, levando-os a tomar condutas por vezes violentas e que geram conflitos.
Consciência Coletiva x Consciência Individual: para Durkhein cada um indivíduo possui sua própria consciência, no entanto, é possível perceber no interior de qualquer grupo ou sociedade, formas padronizadas de conduta e pensamento coletivos. é, em certo sentido, a forma moral vigente na sociedade. Ela aparece como um conjunto de regras fortes e estabelecidas que atribuem valor e delimitam os atos individuais. É a consciência coletiva que define o que, em uma sociedade, é considerado imoral, reprovável ou criminoso
solidariedade social, este último definido por Durkheim como os laços que unem os indivíduos entre si formando a coesão social.
Solidariedade Mecânica x Solidariedade Orgânica: Para Durkhein a solidariedade social pode evoluir de uma forma mecânica para uma forma orgânica. Na mecânica, a coesão social é forte pois a consciência coletiva é mais forte do que a individual, os indivíduos se unem pois se identificam um com os outros. Na orgânica há uma coesão, no entanto a consciência coletiva é atenuada, havendo uma maior consciência individual. Há INTERDEPENDÊNCIA. Nela os indivíduos visualizam a necessidade de dividir os trabalhos, cada um depende do conhecimento específico do outro, havendo assim um sentimento de dependência mutual.
Solidariedade Mecânica: há maior consciência coletiva pois os indivíduos se identificam um com os outros, gerando uma coesão social.
Solidariedade Orgânica: há maior consciência individual, no entanto há a relação de interdependência entre os indivíduos, já que há maios especialização e divisão de trabalho. Isto gera a coesão social deste tipo de sociedade.
Direito Repressivo x Direito Restitutivo: Direito repressivo está ligado às sociedades onde a consciência coletiva é mais forte, pune-se as condutas irregulares já que elas prejudicam o coletivo. O Direito restitutivo está ligado às sociedades onde a consciência individual é mais forte, já que ele busca trazer, individualmente , a conduta irregular específica ao padrão de correção, ao causador do dano cabe apenas restituí-lo.
 
COMTE x DURKHEIM De forma resumida a diferença entre eles é a seguinte:
– Comte: para ele a Sociologia é uma CIÊNCIA POSITIVIDA, construída sob um IDEAL de sociedade, IDEAL de progresso. Ele estudou a FÍSICA SOCIAL.
– Durkheim: para ele a Sociologia deveria ser mais FUNDAMENTALISTA, construída com base na observações concretas e empírica dos FATOS SOCIAIS.
 
A SOCIOLOGIA ALEMÃ
KARL MARX: (séc XIX)
(foco na TRANSFORMAÇÃO da sociedade pelas lutas entre classes)
Karl Marx vive em um período onde a Revolução Industrial transforma a sociedade em função do surgimento daEconomia de Mercado. Tudo que envolve a produção se torna um fator de produção: mão de obra, tecnologia, matéria prima e a terra, tudo se tornou de certa forma uma mercadoria para o mercado industrial emergente, e passou a ser comercializado como tal.
A obra de Karl Polanyi concluiu que: “ao invés de a Economia ser parte integrante das relações sociais, são as relações sociais que passam a estar contidas na Economia.”
Crítica de Marx: Idealismo: Em termos sociológicos, o idealismo consiste na alegação de que as ideias humanas, crenças e valores, moldam a sociedade. Marx defende o Materialismo dialético, que é uma concepção filosófica que defende que o ambiente, o organismo e fenômenos físicos tanto modelam os animais e os seres humanos, sua sociedade e sua cultura quanto são modelados por eles.  Liberalismo: acreditavam que apenas o mercado poderia regular o próprio mercado: quanto menos o governo se intrometesse na Economia, melhor. Socialismo utópico: para Marx os ideais em prol de uma sociedade mais justa pareciam irrealizáveis.
Forças Produtivas x Relações Sociais de Produção à Estrutura + Superestrutura:
Para Marx as relações sociais de produção surgem do trabalho, da necessidade do homem de sobreviver. Sendo o trabalho o modo de organização dos fatores de produção (forças produtivas), dele surgem as relações sociais de produção (Economia), que produzem a ESTRUTURA da sociedade. O embate dos interesses nessa estrutura produzem a SUPERESTRUTURA da sociedade, cultura, política, religião, justiça, etc. A superestrutura surge como reflexo do que acontece em sua estrutura.
“Quer entender a cultura, o direito, a religião, enfim, os fenômenos políticos e sociais de uma sociedade? Olhe para a sua Economia, ou melhor, para as relações sociais de produção vigentes nesta sociedade”
Valor de Uso: valor de usabilidade de certa mercadoria Valor de Troca: valor que pode ser usado para substituir por outra mercadoria Mais-Valia: diferença entre o valor do produto na prateleira e a soma dos valores dos meios de produção e trabalho utilizados.
Alienação: o homem é utilizado como um simples fator de produção, ele passa a ser visto como uma mercadoria, já que produz seu trabalho. Ele é separado das outras etapas de produção, não participa de todas as fases e passa a não ter relação com aquilo que produz.
Alienação política: na visão de Marx, o Estado não era um órgão político imparcial, como gostavam de sugerir os liberais. Na verdade, o Estado representava principalmente os interesses da burguesia, não os do povo. O Estado era um instrumento de dominação da classe dominante, razão pela qual os trabalhadores, os operários explorados, estavam também separados (alienados) dos processos de tomada de decisões política.
A noção de participação popular é importante para o argumento marxista: a ausência de participação tornaria evidente o caráter excludente e classista da organização do Estado.
Luta entre classes: a luta de classes cumpre uma função importante. É ela que faz as mudanças sociais acontecerem. É, portanto o motor da história. Se a luta de classes nasce sempre do desejo do oprimido de livrar-se da opressão, então é evidente que o proletário, a classe explorada, é o principal agente da transformação histórica. Mas, para isso, é preciso que tenham consciência de classe, isto é, que vejam a si próprios não como como pode, mas como partes integrantes de um conjunto, um grupo social poderoso.
Fetichismo da mercadoria: As pessoas pagam caro por uma coisa que custa barato porque acreditam que, ao vestir esta camisa de grife, estão se diferenciando. Elas acham que a marca da grife possui um valor intrínseco, isto é, um valor que seria dela, da grife.

A relação que aparenta ser somente entre coisas (o dinheiro e o camisa de grife) é na verdade uma relação entre pessoas, é uma relação entre todos os trabalhadores envolvidos na produção e comercialização da camisa, e você, que trabalhou para poder ter o dinheiro necessário para comprá-lo.
No entanto, diz Marx, as pessoas são incapazes de perceber que, em função do trabalho que fazem, estão constituindo uma relação social. É isto que o autor chama de fetichismo da mercadoria. (transformar um atributo subjetivo em objetivo)
Crítica a ideologia burguesa: “As ideias dominantes de uma época sempre foram as ideias da classe dominante.” Aí o gesto ideológico: apresentar o que era fruto de uma posição particular na sociedade (a posição da classe burguesa) como sendo algo de validade universal, isto é, válido para todas as pessoas. Teoricamente a burguesia defendia a liberdade, no entanto, a liberdade que defendiam favorecia apenas a burguesia, pois em sua visão (ideologia), esta foram de agir era a correta (o trabalho do proletariado era uma simples mercadoria).
CONCLUSÃO: A luta entre classes é o que faz as mudanças sociais acontecerem, e Marx apostava que a vitória do proletariado levaria ao início de uma época socialista, sem classes, exploração ou desigualdade.
 
MAX WEBER: (séc. XX)
(foco na COMPREENSÃO dos fenômenos sociais)
Weber x Marx: Weber busca compreender por que a história se transforma, para isso devem ser considerados outros fatores além do conflito entre dominadores e dominados. Seria preciso observar certos aspectos da realidade social que Marx teria ignorado. Para Weber, o cientista social deveria agir intelectualmente de acordo com as exigências científicas, diferentes, das exigências do exercício da ação política, ele deveria adotar a NEUTRALIDADE.
Weber x Durkhein: Weber não se preocupa com coercitividade dos fatos sociais sobre o indivíduo, mas sim em perceber que as normas sociais se tornam concretas quando se apresentam como motivação que impulsiona o indivíduo a agir no meio social
.
Weber parte sempre da observação das ações dos indivíduos, e não de alguma totalidade (seja um fato social ou umaestrutura) que existiria anteriormente a eles.
Ação Social: É a conduta humana dotada de um significado atribuído pelo agente (o indivíduo que a pratica) e tem relação com a conduta de outros indivíduos. Para Weber, o objetivo da Sociologia é compreender os sentidos (significado) das ações sociais.

Tipos de ações:
Weber é um individualista metodológico: pois seu método de trabalho consiste em partir do estudo das ações dos indivíduos para então buscar compreender seu sentido, isto é, compreender o que os indivíduos pensam que estão fazendo quando agem de uma determinada forma, e que resultados (intencionais ou imprevistos) acabam produzindo.
Destaca-se então o estudo das relações sociais.
Relação social: se estabelece quando os agentes partilham o sentido de suas ações e agem reciprocamente de acordo com certas expectativas que possuem do outro.
Weber afirma que o cientista deve ser motivado por suas paixões, mas, ao identificar objeto de seus estudo, deverá fazê-lo de forma objetiva. Mas como fazer a ponte, a passagem entre a subjetividade (crenças e valores do cientista) e a objetividade (a necessidade de deixá-los fora do trabalho)? R: Tipos Ideais.
 
Tipo ideal: instrumento puramente formal, elaborado através da intensificação unilateral de alguma característica do fenômeno observado. Traduzindo: o tipo ideal não existe de fato, é construído pelo pesquisador com o objetivo de facilitar a compreensão do fenômeno que ele pretende analisar.
Weber argumentou que o capitalismo foi a consequência, na esfera da Economia, de um processo de racionalizaçãoque teve na ética do trabalho protestante um dos seus principais motores.
 
Mas o que garantiria a obediência das pessoas?
Para responder a esta pergunta, Weber irá distinguir três tipos de dominação:
-A dominação Racional-legal está baseada no respeito a uma regra ou norma vista como legítima. A obediência à Constituição do país é um exemplo de dominação racional-legal: o indivíduo reconhece a legitimidade das leis e vive de acordo com elas.
– A dominação Tradicional, por outro lado, está baseada no respeito a uma ordem antiga, a uma tradição. Quando, por exemplo, um indivíduo vive de acordo com as regras de uma religião, de uma dinastia, de um poder familiar ou historicamente perpetuado
– A dominação Carismática o indivíduo admira ou obedece a um chefe ou líder que considera excepcional
Para Marx o mundo é instável e vive em um constante embate entre classes. Para Weber há uma relativa estabilidade, onde predomina o racionalismo e a burocracia moderna, que pode ser abalada periodicamente por fenômenos irracionais carismáticos.
CONCLUSÃO: a obra de Weber nos ajudou a ver que as ideias, as práticas culturais e religiosas, não eram meros reflexos das condições materiais em que os indivíduos viviam. Ele fez distinção entre Ciência e Política, importante no contexto em que foi formulada. Desenvolveu importantes ferramentas para a sociologia (tipos de ação, tipo ideal e dominação).
 

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